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Rainha das flores

Sinopse

É a história de Rosa, vítima de amnésia retrógrada, e de Narcisa que tenta aproveitar-se do acidente da irmã para ficar com a riqueza que ela construiu na última década. E é também a história de Daniel, o marido de Rosa que, de um dia para o outro, torna-se um desconhecido para ela. Conseguirá ele reconquistar a mulher da sua vida? Ou irá acabar por perdê-la para Marcelo, o homem que salvou a vida a Rosa e pelo qual ela se irá apaixonar?

Se perguntar a qualquer pessoa em Tomar, se conhece ROSA SEVERO (32), provavelmente vai ouvir a mesma resposta: «Quem não conhece? Ela é a nossa rainha das flores!».

Dona de uma das maiores áreas de flores de estufas do Distrito de Santarém, chegou ali há cerca de dez anos, com uma mochila de roupa nas costas e a carteira vazia com um só objetivo: construir a sua própria estufa.

E foi o que acabou por acontecer no terreno baldio de CARMEN DE SOUSA (65) que fez negócio com ela: aí, Rosa ergueu uma pequena estufa em troco de uma percentagem na venda das flores.

Assim, nascia a Floriz, a empresa da nossa protagonista. E nascia também a família que ela formou com o filho de Carmen, o designer de móveis, DANIEL (37). A nossa história arranca na altura em que está a ser preparada a festa de inauguração da maior estufa da Floriz. Para pagar a promessa feita tantos anos antes, Rosa tem já planeada uma peregrinação entre Lisboa e Fátima.

Para Rosa, a peregrinação representa o cumprimento de mais uma etapa do seu sonho ao fim de dez anos de trabalho intenso e de relação apaixonada com Daniel, que mantém uma oficina/loja, em Lisboa onde trabalha com o amigo e sócio TOMÁS (45).

Percebemos que, durante esse tempo, tiveram uma filha, a irrequieta e esperta JÚLIA (9), e que, além de Carmen, também viveu sempre com eles SOFIA DE SOUSA (19), filha de um caso fugaz de Daniel na juventude, cuja mãe fugiu após o seu nascimento.

Tudo isto vai mudar quando Rosa sofrer um acidente com graves consequências e começar  olhar para a família de outra maneira, como vamos perceber mais adiante.

Rosa é atropelada na estrada durante a peregrinação a Fátima e perde a consciência; é Marcelo que a recebe no hospital e lhe salva a vida. Depois disto, Rosa enfrenta um período em coma, mas acaba por sobreviver para enorme alívio da sua família. Só que para a nossa protagonista tudo mudou… drasticamente.

Quando ela olha para Daniel, Júlia, Carmen e Sofia não os reconhece. E a única pessoa que quer ver é Narcisa. Mas ninguém sabe quem é Narcisa. «A minha irmã», diz Rosa. «Eu tenho de falar com a minha irmã. Aonde é que ela está?».

O diagnóstico médico revela que Rosa sofreu uma lesão grave no cérebro que lhe afetou a memória. A sua lembrança mais clara (e recente) tem 12 anos. Tudo o resto é extremamente difuso, como um puzzle muito incompleto, com peças que não encaixam umas nas outras – mais tarde, com o passar das horas, dias e semanas, e sem que Rosa recupere o seu passado mais recente, torna-se claro que há uma forte possibilidade de ela não voltar a ter uma memória clara do que lhe aconteceu nos últimos anos.

Por isso é que quando recupera os sentidos, a sua mente está em 2004. Mas e Narcisa? Será um produto da mente confusa de Rosa ou existirá mesmo? Daniel vai encontrar NARCISA SEVERO (40) no Algarve, onde vive com o filho BRUNO SEVERO (18), numa casa humilde e onde é evidente a limpeza, arrumação e cariz religioso do espaço.

Ela e o filho trabalham numa empresa de jardinagem da Câmara de Faro. Bruno também frequenta o 12.º ano e, para Narcisa, ele constitui a última hipótese de ter uma vida melhor. Por isso educou-o com mão de ferro e traçou-lhe um plano de vida cujo próximo passo será tornar-se médico. Bruno vive em pânico sob a austeridade da mãe e sabe que se não entrar em medicina terá um problema grave entre mãos.

Quando vemos Narcisa é evidente o conhecimento que ela tem do mundo da floricultura, o que deixa Daniel ainda mais confuso. Porque é que Rosa nunca lhe falou da irmã? Rosa não se recorda da história. E está longe de saber que ela oculta o maior segredo da nossa trama. Com os dias a passar, Narcisa tem acesso a uma vida que não estava habituada: piscina, empregada, frigorífico cheio, lençóis de seda, entre tantos outros luxos…

E, claro, rapidamente se habitua a um novo estilo de vida. O problema é se Rosa recupera a memória e se lembra do que realmente aconteceu para elas terem cortado relações. Por isso, Narcisa vai fazer o que estiver ao seu alcance para que a memória da irmã continue na completa escuridão e ficará sempre em alerta quando ela der sinais de que poderá estar a lembrar-se de algo.

Enquanto isso, Rosa tenta a todo o custo, e de forma ativa, recuperar as suas lembranças…

 

Perfil da personagem

Sofia Sousa

NÃO ACREDITO EM PAIXÕES MORNAS, vividas pela metade. Por isso, os estudos passaram para segundo plano e a única coisa que me interessa é a natação. A Rosa tem medo que o desporto não garanta a estabilidade que, um dia, a minha vida vai precisar. Eu digo-lhe para não levar tão à letra as minhas quedas no tapete – o que interessa são as medalhas e já tenho uma coleção considerável. Felizmente, o meu pai dá-lhe a calma que ela precisa e, a mim, o apoio de que não prescindo. Vou acabar por me transferir para o Clube Desportivo Aliança, depois de tanta insistência da presidente Piedade. Lá, vou treinar e dar aulas de natação aos pequeninos, além de passar mais tempo com o meu namorado Tiago, filho da Piedade, que trabalha na secretaria do clube. Mas confesso que, às vezes, não vou achar boa ideia estar tanto tempo com ele... O meu verdadeiro desejo é fazer história como a Teresa Gaspar ou a Telma Monteiro e ir aos Jogos Olímpicos. Aliás, eu quero mais: quero uma medalha olímpica! Só que o destino vai pôr-me à prova e a chegada do Bruno pode arruinar a minha meta. O que começa por ser uma relação de apoio a um rapaz que cai de paraquedas numa família estranha, dá origem a um romance secreto… e uma gravidez. Nessa altura, vou ter de fazer a escolha mais difícil da minha vida: perder um filho ou o sonho olímpico. O meu amor pela natação veio da confiança que ela me trouxe. E eu confio que vou fazer a escolha certa, mais uma vez.

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